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WhatsApp Brasil | 2022

  • Foto do escritor: jesuistradutora
    jesuistradutora
  • 3 de jun.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 20 de jul.

O ano era 2022 e o WhatsApp estava lançando uma nova funcionalidade: o pagamento via aplicativo. Para promovê-la durante o período de Carnaval, a agência responsável encontrou um gancho na cultura popular, atrelando a campanha à marchinha "Me Dá um Dinheiro Aí". Coube a Je Suis Tradutora produzir a versão em inglês das apresentações estratégicas do projeto, incluindo materiais de lançamento do produto, plano de relações públicas e planejamento de mídia.


campanha whatsapp brasil

Quando traduzir não é a melhor opção


Ao longo das três apresentações, o termo marchinha aparecia inúmeras vezes, sendo uma das palavras-chave do conceito da campanha. Então, eis que surge o desafio do projeto: como traduzir o termo “marchinha"? 


Antes de decidir como traduzir o termo, foi preciso entender sua origem. A marchinha nasceu no Rio de Janeiro no início do século XX, inspirada nas marchas portuguesas, mas rapidamente adquiriu características próprias e tornou-se um dos símbolos do Carnaval brasileiro.


Uma solução possível seria traduzir "marchinha" como "Brazilian carnival march" ou "upbeat march", termos que dariam visualização mais imediata para falantes nativos do inglês. Mas adicionar "Brazilian" antes de qualquer termo cultural é uma prática comum e bastante questionável. Nem toda palavra precisa encontrar um equivalente. Algumas carregam uma identidade cultural que simplesmente não existe em outra língua. É por isso que o inglês fala em sushi, karaoke, tortilla, kimchi, kebab e samba, sem tentar substituí-los. Em muitos casos, preservar o termo original comunica mais do que inventar um equivalente e foi exatamente por preservar esses termos no original que hoje temos familiaridade com aspectos de outras culturas.


A escolha foi manter marchinha no original em todas as ocorrências. O humor, a memória e o imaginário associados às marchinhas fazem parte da experiência do Carnaval brasileiro e traduzir esse elemento de forma excessivamente explicativa faria a campanha perder justamente o que havia de mais original.


O leitor em inglês, mesmo sem conhecer a palavra isoladamente, compreende pelo contexto em que ela está inserida e no processo aprende algo sobre a cultura popular brasileira. Em alguns casos, a melhor tradução é justamente manter o termo original e permitir que ele atravesse a língua de chegada carregando consigo parte da cultura de onde nasceu.


Quer tornar sua marca global sem perder a essência?


Pode parecer uma decisão pequena, uma única palavra entre dezenas de páginas, mas é justamente esse tipo de escolha que determina se uma tradução apenas transmite informação ou também preserva a identidade do conteúdo.


A Je Suis reforça sua atuação em traduções corporativas e estratégicas para marcas globais, apoiando a circulação de campanhas, pesquisas e apresentações em diferentes idiomas sem abrir mão do que cada conteúdo tem de especial.


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Je Suis Tradutora, um olhar para o sentido.


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